O site Screen Rant fez uma entrevista com Alexandra Daddario, onde ela conta sobre seu mais novo filme “Texas Chainsaw 3D” e sobre ser uma das atrizes cotadas para o filme de adaptação do livro “Cinquenta Tons de Cinza“. Confira a matéria traduzida abaixo:

Entrevista de “Texas Chainsaw 3D”: A estrela Alexandra Daddario fala sobre filmes de terror e serras elétricas.

Se você tem medo de filmes de terror, Leatherface não é exatamente o cara com quem você vai querer passar um tempo. Contudo, enquanto Alexandra Daddario pode não ter sido capaz de colocar seus medos de lado, ela os usou em seu favor como a próxima heroína de O Massacre da Serra Elétrica, Heather Mill.

O Massacre da Serra Elétrica 3D começa onde o filme de Tobe Hooper originalmente parou. As pessoas vivendo em Newt, Texas, estavam cientes do número de desaparecimentos locais, mas não até Sally Hardestly escapar das garras da família Sawyer e as suspeitas serem confirmadas, uma multidão na cidade queimou a casa dos Sawyer, matando toda a família. Décadas depois, vem Heather. Ela herda a propriedade de sua avó, mas um certo alguém não está prestes a deixar Heather e seus amigos curtirem a nova mansão..

Muitos conhecem Daddario do familiar Percy Jackson e Os Olimpianos: O Ladrão de Raios, mas ela também estrelou um outro, particularmente vicioso, filme de terror, chamado Bereavement. É uma coisa boa que Daddario não ligue de estar cara a cara com seus medos, porque sendo alguém que se assustou com um filme de ação do Vin Diesel, ela com certeza teve muito com o que lidar com Leatherface e sua motosserra espreitando pelo set.

Para dar ao slasher icônico um pouco de tempo na Comic Con de Nova York, Daddario veio à cidade assinando pôsteres e falando sobre a última parte da franquia, o impulso para tornar o filme para maiores de 17 anos, a relação de sua personagem com o Leatherface e um pouco sobre 50 Tons De Cinza.

Screem Rant: Antes, quando conversamos cobre Bereavement, você disse que não era uma fã de filmes de terror. Você trabalhou com isso e então mudou completamente?

Alexandra Daddario: Eu acho que isso continua o mesmo, porque eu ainda não estou muito nessa onde de filmes de terror, eu me assusto muito fácil. Por causa disso, eu nunca assisti O Massacre da Serra Elétrica, então, antes de fazer este filme, eu assisti e estava encantada com o quão incrível ele era, e era bastante assustador, mas é simplesmente um filme incrível. Então eu consigo apreciar filmes de terror, eu amo O Iluminado e Silêncio dos Inocentes, certos tipos de filme de terror, mas do tipo sangrento e coisas assim, tem muito efeito sobre mim, então é difícil pra mim assistir.

 

Já teve algum filme que você viu que fez com que se sentisse desse jeito? Talvez algo quando você era mais nova?

D: [risos] Quando eu era mais nova, meu pai me levou para assistir Eclipse Mortal. Eu só me lembro que me deixou com muito medo. Eu tive pesadelos, e nem é um filme tão assustador assim. Ou é? Não sei! Mas me assustou. Eu nunca fui insensível a esse tipo de coisa, por alguma razão.

 

Então, sobre os outros filmes do Massacre da Serra Elétrica? Você assistiu à esses também?

D: Eu também assisti a versão com a Jessica Biel. Este, de certa forma, foi mais difícil pra eu assistir. Eu teria de assistir, tipo, uns sessenta segundos do filme, dar pausa e ir pro meu quarto, respirar fundo e, então, voltar pra assistir algumas cenas, porque é muito sangrento, e é realmente um ótimo filme desse tipo – se você gosta.

 

Como este se compara a um desses filmes? Onde ele se encaixa no quesito de terror sangrento/psicológico?

D: Eu acho que este tem um pouco mais de mistério e tal, mas haviam cenas nas quais eu tinha que fechar meus olhos, mesmo estando no filme. Tem coisas que eu não assisti filmada e algumas das cenas feitas pelo computador me assustaram muito, e eu não poderia assistir. Então eu acho que ele funciona como um filme desse tipo, mas também tem sua própria história. Mas isso depende do próprio filme e dos outros dois também.

Você pode me falar da sua personagem? O que a faz se destacar dentre as outras heroinas do Massacre?

D: Ela é um pouco mais obscura talvez, e ela tem uma evolução durante o filme que eu realmente gostei de interpretar. Ela se torna alguém um pouco diferente. Ela tem esse crescimento entre o meio e o final do filme, e eu realmente adorei interpretar isso. Eu acho que todas essas heroínas, de algum jeito, principalmente as mulheres, estão sendo torturadas mais e mais, e você meio que começa a ter uma pausa mental, e ela muda por uma variedade de motivos, mas eu acho que essa é a parte legal de interpretar uma heroina em um filme desses. Você fica cada vez mais louca enquanto o filme avança.

(A próxima pergunta contém leves spoilers sobre o filme, se você não quer ler spoilers, siga adiante até o aviso)

Eu notei que há uma versão jovem da sua personagem e um jovem Leatherface no elenco. Eles têm uma historia?

D: Sim, aparece, sem que eu tivesse ideia no inicio do filme, que eu sou uma prima de Leatherface. Então é uma grande revelação pra uma garota – ela não é necessariamente uma garota normal, pra começar, mas eu acho que seria uma revelação pra qualquer um.

(Fim dos spoilers)

Como foi tentar entrar nesse espaço de uma personagem tão obscura em um mundo como esse? Você teve que fazer algo em particular pra chegar a isso?

D: Além de assistir filmes e me preparar dessa forma, é com esse tipo de intensidade que você tem que trabalhar em certos momentos. Quando você chega lá isso funciona, o difícil é tirar essas coisas da sua cabeça no final do dia. Mas sim, mesmo que seja correndo durante dez minutos antes de começar a filmagem ou sentada em algum lugar pensando nas coisas que partem seu coração para que possa chorar histericamente, acaba sendo uma intensa preparação. E algumas vezes terá uma cena em que você estará sendo perseguido, então você simplesmente vai começar a se sentir com medo naturalmente, exausta e pirando mesmo, e você simplesmente não aguenta mais, e então funciona.

 

Teve alguma coisa pela qual sua personagem passou e você ficou apreensiva em fazer?

D: Teve uns dias difíceis com tiros. Estávamos filmando em Louisiana no verão, e estava tipo uns 40 graus em alguns dias, então foi bem difícil. Eu estava um pouco apreensiva, mas eu tinha me planejado para isso. Algumas vezes filmamos com motosserras de verdade, não em um lugar onde algum de nós pudesse se machucar, mas você sempre, no fundo da sua mente, mesmo que seja por todo o caminho até lá, é uma coisa estranha com a qual filmar. Mas eu gostei de fazer um filme tão louco como ele foi.

Eu soube que você conseguiu fazer o filme em apenas 28 dias gravando em 3D.

D: Foram só 28 dias? [risos] Eu acho que fazer um filme é um processo complicado, qualquer filme que você faça. Eu fiquei meio louca no final, mas eu descobri que em todos os filmes que eu fiz eu fiquei também. No começo, você está tipo: “Ah, ok, nós temos todo esse tempo”, então o tempo começa a correr e você começa a achar mais problemas enquanto ele passa, mas tudo deu certo e todos nós nos unimos e, mesmo quando havia drama, todo mundo foi muito profissional e nós conseguimos.

Quanto o 3D foi um fator? Ele não atrasou as filmagens, ou atrasou?

D: Atrasou muito, na verdade. Fazer um filme em 3D é bem mais trabalhoso do que fazê-lo em 2D, porque sempre há mais um passo para dar antes de ter certeza que tudo vai ficar bom, certificando que os olhos correspondem e que nada saiu errado no modo como filmamos e todas essas coisas, e eles precisam de mais tempo pra montar tudo. Mas isso acaba fazendo um 3D muito bom, então o 3D está incrível no filme.

                                  

Que tipo de 3D nós podemos esperar? É mais sobre a profundidade, até onde as coisas vão, ou sobre coisas voando até o seu rosto?

D: É um pouco dos dois. Ele não distrai, e acho que só acrescenta ao filme, e tem cenas onde as coisas são jogadas no público, o que eu acho que é muito legal, mas também há cenas onde o 3D só melhora as imagens mesmo.

 

Eu soube que o filme, originalmente, é somente para maiores de 17 anos. Você sabe o que eles mudaram para assegurar que fosse proibido para menores de idade?

D: Eu soube que tem muita coisa sangrenta lá, obviamente. Eles queriam mostrar o tanto quanto fosse possível, e foi a forma como isso foi explicado pra mim, mostrando tudo o que pudessem, isso atrasou as negociações, e tiveram de fazer uma escala do quanto eles estariam mostrando e por quanto tempo. É um tipo de política para isso, eu acho.

Para terminar, todos nós estivemos lendo toneladas sobre a adaptação de Cinquenta Tons de Cinza, e seu nome sempre está no meio. Isso está no seu radar?

D: Sim, eu ouvi muito sobre isso! Eu nem ao menos acho que eles já começaram a escolher o elenco, mas é bem legal as pessoas estarem pensando em mim para o papel. Eu deveria ler o livro. Eu ainda não li. Mas eu não sei nada sobre o elenco ou nada relacionado à isso, mas é legal ser mencionada.

O Massacre da Serra Elétrica 3D estreia nos cinemas em 4 de janeiro de 2013 (EUA).

Fonte: ScreenRant.
Tradução e Adaptação: Marcella Ribeiro (Equipe PercyBrasil.Com)




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