O site Entertainment Weekly fez uma entrevista com Jake Abel sobre sua participação no filme “A Hospedeira” onde interpreta o personagem Ian O’shea e liberou novos stills. Ele conta como foram as gravações e o trabalho com Stephenie Meyer, autora do livro que ganha sua versão cinematográfica.
Primeiro olhar em ‘A Hospedeira’: Jake Abel sobre interpretar Ian, trabalhando com Stephenie Meyer – Exclusivo.
Se você achou que o triângulo amoroso no centro de Crepúsculo era complicado, então você ainda não viu as paixões no centro da outra história de Stephenie Meyer, A Hospedeira, também um filme chegando aos cinemas em Março de 2013.
Situado em uma Terra que foi invadida por alienígenas arrebatadores de corpos chamados de “almas”, a história segue Melanie (Saoirse Ronan), uma dos últimos humanos que restaram no planeta, depois que seu corpo foi habitado pela alma viajada conhecida como Peregrina (ou Peg). A consciência forte de Melanie consegue persuadir Peg ao deserto americano para encontrar o tio de Melanie Jeb (William Hurt), seu irmão Jamie (Chandler Canterbury) e seu namorado Jared (Max Irons). Mas uma vez que Peg se depara com esser povo se escondendo em uma rede de cavernas, ela começa a desenvolver sentimentos por outro humano, Ian O’Shea (Jake Abel, Percy Jackson e Os Olimpianos: O Ladrão de Raios, Eu Sou o Número Quatro, Um Olhar do Paraíso). Então, para recaptular: Jared ama Melanie, cujo corpo é controlado por Peg, que está apaixonada por Ian.
Nesse primeiro olhar exclusivo no personagem de Ian em A Hospedeira, Abel fala sobre o que ele chama de “caixa de amor” entre os quatro personagens, seus pensamentos sobre a atitude progressiva de Ian em relação às almas e como foi trabalhar com Meyer e o diretor-roteirista do filme, Andrew Niccol (Gattica, In Time). Confira abaixo!
ENTERTAINMENT WEEKLY: Então, me conte sobre Ian.Ian é um dos humanos restantes, parte da resistência humana que está tentando sobreviver a essa invasão alienígena. Ele e seu irmão escaparam juntos de serem capturados e encontraram a caverna de Jeb no deserto, e esse é praticamente onde ele residiu desde então. Ele esteve lutando para sobreviver juntamente com o resto das pessoas na nossa colônia. Quando Peg chega, há a falta de confiança e o medo inicial. Mas através de suas ações ela lentamente começa a nos ensinar coisas que não tínhamos consciência e por causa disso meus sentimentos por ela começam a mudar.
É meio que um quadrângulo amoroso.
É, uma caixa de amor [risos], entre meus sentimentos por Peg, a alienígena, dentro do corpo, e os sentimentos de Jared por Melanie, a humana que ele conheceu e que Ian nunca conheceu. Ian conheceu apenas esta alienígena.
Como é interpretar isso? Eu sei que é complicado para Saoirse, mas você está lidando com dois personagens essencialmente diferentes.
Eu tive muita sorte. Foi muito mais fácil para mim do que para Max e Saoirse, porque minhas cenas com Saoirse foram na maioria com ela como Peg. Então o físico que nós criamos para nós dois foi só esse. Para mim era só Peg. Andrew Niccol e eu [discutimos] que Ian evolui mais do que a maioria das pessoas na caverna, depois de Jeb. Seus maiores músculos foram seu coração e seu cérebro. Ele é capaz de entender que sim, Jared pode amar a humana, mas ele odeia a alienígena. [Ian] cresceu para entender [a alienígena] e através do entendimento, crescer para amá-la.
Quando você se inscreveu para o filme, você foi o tipo de ator que, se não tivesse lido o livro, você o devoraria ou iria querer ficar longe dele para construir seu próprio personagem?
Este é meu quarto ou quinto filme que é uma adaptação de um livro e eu odeio admitir, mas este é o primeiro que eu li antes de filmar o filme. Geralmente eu meio que uso o roteiro como base para tudo. Mas eu acho que Stephenie provavelmente teve uma grande mão na adaptação do Andrew. Eu sabia que eles iam tentar nos manter o mais próximo possível e eu sabia que o livro ia me dar muito mais histórias de fundo – justamente por causa da capacidade que o livro tem de reter – do que o roteiro poderia me dar. Então eu fiquei enterrado no livro por alguns dias. Eu aprendi algumas coisas e então algumas coisas mudaram no filme, depois tudo se juntou e eu fiquei realmente feliz com o que aconteceu com Ian.
Eu sei que Stephenie Meyer esteve muito no set. Como você se sentiu, sabendo que estava interpretando uma coisa que viveu na cabeça dela por tanto tempo?
A coisa com a Stephenie é que ela é muito colaborativa. Se você tem ideias – e nós tínhamos ideias sobre as sequências [do livro] – ela ficava tipo ‘Me conte! Me conte!’. Havia alguns momentos que eu ficava ‘Que tal isso?’ e ela dizia ‘Bom, eu vou pensar no assunto’. E isso é sempre um alívio como ator, porque todos nós queremos dar sugestões e todos entendemos que o filme que estamos fazendo é o bebê da escritora. Há partes de você que que querem honrar sua visão. Há partes de você que têm sua própria visão. E ela recebe esse processo de braços abertos. Eu consegui a bênção de Stephenie bem cedo, sobre o que eu estava querendo fazer com ele [Ian], e por causa disso eu consegui não pensar muito no assunto. Ela é meio que um fantasma no set. A menos que você vá até ela para conversar ela não vem até você para te dar dicas ou mudar sua performance. Ela é realmente ótima sobre isso.
Como foi trabalhar com Andrew Niccol?
Trabalhar com Andrew Foi um sonho que se tornou realidade. Ele e eu estivemos querendo trabalhar juntos há um tempo. Eu queria ter feito um de seus filmes anteriores e não deu certo, então nós tivemos sorte que esse apareceu e nós sabíamos que nós realmente queríamos fazer juntos. Eu sou um fã dele desde o Truman Show [que Niccol escreveu] e Gattaca. Novamente, ele é muito colaborativo. Eu tive duas semanas de ensaio com ele. Ele separa ele mesmo como Andrew o roteirista e Andrew o diretor melhor do que ninguém. Ele fala de Andrew o roteirista como se fosse outra pessoa, o que nos deixava livres para dar ideias sem levar para o lado pessoal. Ele guardava nossas ideias e as colocava no roteiro.

Tradução & Adaptação: Equipe PercyBrasil.Com

































