Foi divulgada a primeira crítica brasileira do filme  ”As Vantagens de Ser Invisível”, que conta com a presença de Logan Lerman no elenco. A crítica destaca a grande atuação feita por Logan, além de considerar o filme excelente. Confira:

As Vantagens de Ser Invisível | Crítica

Drama de amadurecimento emociona ao som do rock alternativo dos anos 80 e 90

Érico Borgo
07 de Setembro de 2012

Em seu segundo trabalho como diretor, Stephen Chbosky  adapta seu próprio romance, As Vantagens de Ser Invisível (The Perks of Being a Wallflower, 2012).

O drama de amadurecimento acompanha um garoto de 15 anos, Charlie (Logan Lerman, de Percy Jackson e o Ladrão de Raios), no momento de sua entrada no colegial em Pittsburgh. Ele se recupera de uma depressão que lhe rendeu tendências suicidas e perdeu recentemente seu único amigo. No colégio, porém, começa sua jornada de socialização, de crescimento e recuperação com a inadvertida ajuda de dois veteranos, Patrick (Ezra Miller, de Precisamos falar sobre o Kevin) e Sam (Emma Watson, de Harry Potter), que o recebem em seu mundinho à parte dos populares da escola

Ter Chbosky no comando da adaptação mantém a força do material original. Ninguém entende e seu preocupa com os personagens mais que seu autor, afinal – e ele valoriza cada momento de tela de todos eles. A primeira aparição de Sam, por exemplo, é memorável e Emma Watson esvazia em segundos qualquer resíduo de sua atuação como Hermione que possa teimar em permanecer na mente depois de 10 anos vendo-a no papel da bruxinha. Ela está adorável e sabe trabalhar toda a complicada bagagem da personagem.

Lerman e Miller também fazem bonito e suas sequências juntos são excelentes. Enquanto o primeiro mostra que tem qualidade de atuação para convencer nesse difícil papel, que requer enormes variações emocionais ao longo do filme, o outro torna seu Patrick uma força magnética em tela.

Chbosky pode não ter muitos recursos como cineasta, mas a história não pede mais do que o básico. Ainda que ele consiga algumas sequências estéticamente belas, não é essa a necessidade do filme. São os diálogos (e o que não precisa ser externalizado) que movem a adaptação – e ter o criador desse mundo presente o tempo todo no set sem dúvida ajudou muito os protagonistas e o elenco de apoio (especialmente os jovens), que também está ótimo.

O cineasta também esta muito à vontande com relação à música. As canções do filme estabelecem identidade aos personagens e ele abusa de referências dos anos 80 e início dos 90. Ouvem-se Pavement, New Order, L7, Cocteau Twins, Sonic Youth, The Smiths… que são colocadas ao lado da clássica, “Heroes” (77), de David Bowie, que soa como o hino do filme. A música toca em dois momentos importantes e serve para demonstrar a sensação, hoje quase perdida, da descoberta sonora (ou qualquer outra). Afinal, eram os anos 90, quando se você ouvisse uma música e não soubesse seu nome, não adiantava cantarolá-la para o celular, pois o aparelho sequer existia ainda. Você tinha que trabalhar pelos seus gostos e seu desenvolvimento cultural.

As Vantagens de Ser Invisível termina uma sensível história de amizada, descobertas e amor idílico que faz pensar. A frase “Nós aceitamos o amor que pensamos merecer”, um dos motes do filme, sozinha, rende algumas boas reflexões. A vibração pelas descobertas, a expectativa pelo próximo “mistério”, é igualmente emocionante.

Enfim, fica aqui uma constatação curiosa. Se ao menos os produtores de Homem-Aranha tivesse assistido a este filme antes de realizarem o novo longa do herói saberiam como poderia (ou deveria) ser retratado o Peter Parker nas telas (obviamente, não me refiro aqui às tendências suicidas). E pensar que Logan Lerman foi dispensado para o papel…

Ficaram mais animados?! Lembrando que o filme será lançado no Brasil no dia 02 de Novembro.

Fonte: Omelete.

 




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